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Música cristã e sua relação com a mídia secular

Recentemente, um grande ministério de louvor conhecido nacionalmente foi em uma grande emissora de TV participar de um popular programa, onde estavam presentes “assistentes de palco” ou “dançarinas” em trajes sumários.

Outro acontecimento que cito para contextualizar esse texto é a de um “festival”, promovido pela mesma grande emissora de TV em conjunto com uma grande gravadora/distribuidora de CD’s (na verdade, empresas do mesmo grupo).

UM POUCO DE HISTÓRIA

Historicamente, essa grande emissora sempre foi extremamente parcial em sua visão dos “crentes” (uso essa palavra justamente para voltar no tempo) ou evangélicos. Essa parcialidade se refletiu tanto em seus telejornais como em outros programas da grade (novelas, minisséries, etc).

Sempre me questionava se os “crentes” não deveriam ignorar essa grande emissora como: 1) uma atitude de cobrança de respeito; 2) e também como uma atitude de sabedoria (I Coríntios 6:12). Infelizmente nada aconteceu, continuamos a assistir sua programação diária, ainda que ela, vez ou outra, nos agredisse moralmente.

O tempo passa, o tempo voa. Pois bem, agora estamos no “mainstream”. Participações em programas de horário nobre. Propagandas de CD’s e DVD’s de nossos “artistas gospel”. Estamos em todos os canais. Porém, a coisa não tem somente uma “camada”.

A “CAMADA” COMERCIAL

Espaço na TV custa dinheiro. Uma porção dele. Se nossos “artistas gospel” estão lá, existe um ganho envolvido. Não necessariamente para eles próprios, por favor, não fique irritado comigo, explico melhor. O jabá ou jabaculê (suborno das gravadoras para a TV/Rádio para promover uma canção/artista) sempre existiu no meio secular e, interessante dizer, é uma coisa velada, feita às escuras, mesmo antes da sua recente criminalização em 2006.

Meu ponto é: seríamos ingênuos ao acreditar que isso não está acontecendo também na ascensão dos cantores gospel na mídia secular. A influência e interesse dessa grande distribuidora de CD’s (talvez a maior do Brasil) podem colocar facilmente propagandas de hora em hora e fazer com que participações em programas populares ocorram.

Com a crise da pirataria, os evangélicos são um público extremamente interessante, visto que são os que ainda compram o CD original. E os números comprovam isso. O segmento gospel atraiu investimentos de dois gigantes da área e as vendagens obtidas estão agradando.

E O EVANGELHO?

A par de tudo, queremos ver através disso, que o evangelho está sendo espalhado (Marcos 16:15). Não posso deixar de lembrar o episódio do altar ao DEUS DESCONHECIDO, em que o apóstolo Paulo diz que o seu Deus, o qual ele anunciava, era aquele que os gregos diziam ser desconhecido. Vejo nesse episódio muita ousadia por parte do apóstolo. Ele arriscou a causar confusão na cabeça dos gregos, usando crença e superstição, em prol de que o evangelho fosse anunciado (Atos, capítulo 17). Da mesma forma, vejo o risco que corremos de causarmos confusão na cabeça das pessoas que assistem a uma “participação gospel” em um programa secular. Imagine:

“Como assim aquele grupo fala e canta sobre Deus e em volta do palco tem meia dúzia de mulheres de biquíni?”

Outra questão é a necessidade de que haja uma grande postura desses nossos irmãos que participam desses tipos de programas. Lembremos da responsabilidade que nos é imputada de resplandecermos (Filipenses 2:15), resguardarmos nosso próprio rebanho (Mateus 18:6) e da amplificação pelo alcance da TV (milhões de expectadores).

FRUTOS

Finalizando, me preocupa que os evangélicos não sejam vistos como oportunistas, ou seja, que a primazia é simplesmente vender CD’s e fazer “shows”. E me preocupa mais ainda que não sejamos vistos como mais uma religião, mais um caminho que leva a Deus, um reforço no sentimento ecumênico que toma conta da sociedade. Não “somos farinha do mesmo saco”, mais uma fé, pregamos o evangelho do Cristo vivo (Filipenses 2:11).

Quanto ao mais, reforço a vigilância que devemos ter sobre essa questão (I Coríntios 16:13). Oremos e olhemos com atenção quais frutos serão colhidos com o passar do tempo (Mateus 7:18).

Não é meu objetivo ser juiz desta questão, ainda mais que sei que nosso Deus pode operar da forma que quiser (I Pedro 4:10) e passar por cima de qualquer interesse humano, seja ele de um homem ou uma grande corporação.

 

Eduardo Guimarães - (Twitter @dudutecladista)

Comentários

Que que você acha?

  1. Gariela Sousa says: 26 de janeiro de 2012

    Acho que independente do canal o importante é a palavra de Deus ser levada,minha opinião… =) Gostei muito matéria,quem será que escreveu?? kkk

  2. Reuel says: 27 de janeiro de 2012

    Eu também fico preocupado com esse convergência de crenças, como se todas as religiões fosse a mesma coisa com métodos diferentes. Por isso espero esses “Gospel” escolhido para ir lá, tenha uma musica com conteúdo, passando uma mensagem franca, e recheados da presença de Deus que é a única coisa que muda o Homem

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Diz aê.


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